23 de abr. de 2009

WATCHMEN...

Em meus escritos, uso reticências para ilustrar o pensamento impresso, ao ler WATCHMEN, fiquei como que “...” pensando, “...” ...”

À época do lançamento, eu com oito anos, comprava ansioso por completar SECRET WARS, até então, o maior épico Marvel, sempre maior entusiasta com Marvel do que DC.
já comprei em período de lançamento de números zero, BATMAN, BATMAN & VIGILANTES DE GOTHAM, SUPER HOMEM e a revista do SUPERBOY, com a qual tive pensamento positivo de gostar e colecionar... deixei de comprar SUPERBOY e SUPER HOMEM por desinteresse, mantive custos do BATMAN, duas revistas por mês... até que veio outro evento e recomeçou as coleções, deixei de comprar e decidi não mais, desrespeito, talvez não, é a mesma estória, mas colecionar é bom, eu penso.

Hoje em dia só compro WOLVERINE, tenho toda a coleção, que sempre chega com um mês de atraso, se publicar algo contra o BRASIL, em BRASÍLIA só depois chegará as informações, distribuição setorizada, senão vender lá, não se vende aqui? Sem mercado não venderiam aqui? Sei lá... se houver desinteresse, deixo de comprar também... a TV acabou de anunciar na Globo, antes da novela sem graça sobre a ÍNDIA, depois do Fantástico, X-MEN, O FILME. Em breve, a estória de Barry Windsor Smith, ARMA X... demais! Se bom filme, verei, dizem ser bem violento... verei.

Nesse fim de semana, assistirei no cinema, na grande tela e grande som, WATCHMEN, depois de ler a estória em dois volumes de 212 páginas cada, não foi barato, a edição encadernada de mais de 400 páginas custa a mais 46,78%, caro... melhor, mais caro, melhor mais caro e assim vai.
Considerei genial, vários clichês de hoje que à época eram novos, os grandes diálogos, a extensão dos textos, muito bom, diferente do da revista do WOLVERINE, qualidade de desenhos com maior relevância que o texto, vários escritores ruins... Alan Moore está entre os mais talentosos, WATCHMEN é muito bom, V DE VINGANÇA é demais... acabo de olhar meus dois volumes da revista e ... não estou querendo abrir páginas para não alongar demais os comentários... vou abrir.

A empolgação em fazer viagem de ônibus superior a uma hora ou uma hora e meia sem ler nada foi pequena, a ponto de não perceber que o acabamento da impressão não estava 100%, lamento... a primeira é nova e zero, leio com cuidado, o volume dois nem tanto, estava emplasticado e não quis reclamar depois de abrir, deveria ter observado... vou guardar com cuidado as duas publicações.

No lançamento do final da trilogia SENHOR DOS ANÉIS eu estava quente com a estória, havia assistido os dois filmes em sessões estendidas, não faço isso hoje de jeito nenhum, não da, desconfortável. Pretendo assistir WATCHMEN e fazer um paralelo sobre as duas obras, vou ficar por aqui, seriam página e páginas sobre RORSCHACH, MANHATTAN, ADRIEN VEIDT, DAN, LAURIE e EDUARD BLAKE, os outros claro, MOLOCH, GRANDE FIGURA, O DONO DA BANCA, AS LÉSBICAS, A BANDA PALE HORSE, O LEITOR DA ESTÓRIA SOBRE BUCANEIROS, que lia de graça, alheio ao que se passava, alheio à paranóia da guerra EUA x RUSSIA, em suma... a mãe da LAURIE, OS GRANDES CONTRA-SENSOS, A DROGA, O CONHECIMENTO ANTIGO, A VAIDADE, A LOUCURA, A FALTA DE VALOR À VIDA, seria o DR. MANHATTAN a inspiração da infame cientologia? Várias questões.

Um salve a DAVE GIBBONS, sensacional.
Em CRISES NAS INFINITAS TERRAS, GERGE PEREZ é sensacional também, talvez melhor... talvez pudesse retratar WATCHMEN como algo, não sei, mulher maravilha... mais uma vez, sei lá...

O último grande arco de estórias do Wolverine teve o traço de um desenhista de nome SIMONE BIANCHI, muito bom! Porém, a cultura é outra, se alguém escrevesse um paralelo de heróis em quadrinhos em guerras no mundo, manifestações contra injustiças no mundo, pensamentos filosóficos, humanismo... tudo isso é desinteressante hoje em dia.
Para muitos sentir na pele é só para os outros, só se rolar... as boas estórias geram bons pensamentos e bons homens, a estória não é nada panfletária, é manifestação sobre algo urgente, quem lê, lerá.

Ao abrir o volume 1, leio a revolta do COMEDIANTE na reunião do grupo, onde... isso seria entregar o jogo, pulo... é usada a meta-linguística e o personagem inteligente inescrepuloso e atuante diz “a gente se vê no gibi”... sensacional!

Um comentário:

  1. Bom texto.Impressões que só um leitor de gibi que se perde nesse mundo louco e incrivel da nona arte pode entender. Sem dúvida Watchmen é um divisor de águas no universo das histórias em quadrinhos, e vai além disso, foi selecionado como umas das 50 maiores obras literárias em língua inglesa de todos os tempos. Mérito do grande Alan Moore, um recluso gênio do roteiros e do realista Dave Gibbons. Material de primeira

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